ANPD publica novos relatórios do sandbox de IA e sinaliza expectativas de governança de dados
Assessoria
Fonte: ANPD
Em 03/11/2026 a ANPD divulgou os relatórios 4, 5 e 6 do Sandbox Regulatório em IA e Proteção de Dados, consolidando testes de transparência, explicabilidade e segurança em soluções de IA nos setores financeiro, de mobilidade e de saúde.
A Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) publicou, em 3 de novembro de 2026, os relatórios parciais nº 4, 5 e 6 de monitoramento do Sandbox Regulatório em Inteligência Artificial e Proteção de Dados. Os documentos consolidam as etapas mais avançadas de testagem das soluções acompanhadas e os destaques de um workshop internacional promovido pela Agência.
O projeto-piloto é conduzido em parceria com o Centro de Inteligência Artificial e Aprendizado de Máquina da Universidade de São Paulo (CIAAM/USP) e acompanha três empresas selecionadas por edital, em ambientes controlados de experimentação nos setores financeiro, de mobilidade e de saúde. Segundo a ANPD, a iniciativa tem caráter experimental e preventivo, sem fins fiscalizatórios diretos, e busca subsidiar futuras balizas normativas para a IA no Brasil.
O que os relatórios destacam
Entre os avanços relatados estão testes de explicabilidade de decisões automatizadas e o reforço da segurança cibernética em algoritmos antifraude no setor financeiro; avisos transparentes sobre os limites de recomendações clínicas automatizadas, maior rastreabilidade de fontes e governança de dados sensíveis na saúde; e auditoria de anonimização em fluxos de localização em tempo real no segmento de mobilidade.
Para as empresas, o material sinaliza as expectativas da Agência quanto ao tratamento de dados pessoais em sistemas de IA, com atenção à transparência e ao direito de revisão de decisões automatizadas previsto no art. 20 da LGPD. Ainda que o sandbox não produza sanções, seus resultados tendem a influenciar a futura regulação e as boas práticas de mercado.
Recomenda-se que organizações que já utilizam ou pretendem adotar IA mapeiem as bases de dados envolvidas, documentem critérios de explicabilidade e revisem seus programas de governança e conformidade. A equipe de Conformidade do escritório acompanha o tema e pode orientar empresas sobre os reflexos práticos destas diretrizes.
“Mesmo sem caráter sancionatório, os resultados do sandbox indicam o rumo da regulação: empresas que estruturam desde já a governança de dados e a explicabilidade de suas soluções de IA tendem a conduzir a conformidade com mais segurança.”
